segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Você está feliz com sua orelha?

Essa pode ser uma pergunta estranha de se fazer, mas já parou para pensar no assunto?

As orelhas quando não estão bem posicionadas ou um pouco "avantajadas" são motivos de chacota. Dumbo, orelha de abano, Topo Gigio, fusca de porta aberta. Esses e muitos outros apelidos nascem na infância e causam danos emocionais que se arrastam pela vida toda. A prática chamada atualmente de bullying causa constrangimento, perda da autoestima e problemas de sociabilidade. A boa notícia é que a correção da famosa "orelha de abano", técnica conhecida como otoplastia, é mais simples do que se imagina.

Hereditária, a orelha de abano tem caráter congênito e já se apresenta desde o nascimento. Mas até os quatro meses de vida, o recém nascido recebe grande quantidade de hormônio materno, o que torna a cartilagem maleável, por isso muitas mamães ainda seguem receitas que são passadas de geração em geração, em que seria possível modelar a orelha do bebê com curativos, mas este procedimento não é correto. "A pele do nenê é muito sensível, usar fita crepe para corrigir a posição da orelha pode machucá-lo. Além do que a orelha de abano é composta por combinações de alterações que não podem ser corrigidas simplesmente prendendo a orelha para trás", alerda a cirurgiã plástica, Dra. Karina Gilio.

O assunto orelha é tão instigante que mitos e receitas milagrosas são criadas, tamanha é a curiosidade sobre o assunto. Um mito sobre o tema gira em torno do crescimento da orelha - não é verdadeiro afirmar que o órgão se desenvolve ao longo da vida. A orelha cresce até aproximadamente os quinze anos de idade e após este período, com o envelhecimento, o que acontece é o aumento devido à flacidez da pele e de partes moles e não por crescimento de cartilagem.

"Há estudos onde apontam que a partir dos 3 anos de idade, a orelha já atingiu 85% do seu crescimento, portanto, seria possível a realização da otoplastia, entretanto, é mais indicada a partir dos 5 anos de idade quando a própria criança pode referir o desejo de operar por conta do bullying", explica a Dra. Karina.

A plástica na orelha também é indicada em casos que com o atrito repetitivo podem deformar o órgão, como é o caso de atletas e lutadores, que podem apresentar deformação por contato, em que a orelha sofre alteração por conta de hematomas na cartilagem. Outra indicação para a otoplastia são em pessoas que usam brincos pesados ou alargadores, onde o furo da orelha é aumentado excessivamente rasgando o furo do lóbulo da orelha. "Isso acontece porque o lóbulo é formado por pele e partes moles, onde a correção acontece com um pequeno procedimento que pode ser realizado com anestesia local, a incisão é feita atrás da orelha e, após isso, é feita a modelagem da cartilagem com raspagem, finalizando com pontos internos", completa.

Para quem decide pela cirurgia plástica para corrigir a orelha, a otoplastia como qualquer outra cirurgia, exige cuidados pré e pós-operatórios como: exames pré-operatórios para avaliação pré-cirúrgica. No pós-operatório, o paciente usa curativos por aproximadamente 2 dias e após a retirada é obrigado o uso da faixa por 30 dias.




Um comentário:

  1. A otoplastia mudou a vida do meu irmão. Ele tinha as orelhas muito grandes e separadas. O divisor de águas na vida dele foi a cirurgia que ele fez na clínica Master Health em SP. As suas orelhas ficaram muito mais harmoniosas com o resto do rosto. Valeu a pena!

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