terça-feira, 15 de julho de 2014

Ciúme: Pode acabar com um relacionamento?

Como perceber se o (a) parceiro (a) precisa de ajuda?

Sentir ciúme é algo normal em qualquer ser humano apaixonado! Geralmente, as pessoas passam a ter quando percebem que seu relacionamento está sendo ameaçado - essa ameaça pode ser real ou fantasiosa. Sua principal função é proteger o relacionamento de um suposto roubo e esse sentimento está presente em todos os tipos de relacionamento.

De acordo com a psicóloga clínica Andrea Lorena, além de envolver insegurança e baixa autoestima, o ciúme também envolve sentimentos como medo de perda, raiva e tristeza. "Ele aparece quando um relacionamento está em perigo, ou seja, está ameaçado por um rompimento indesejado", explica.


Em doses saudáveis o ciúme faz bem à relação, pois ele protege o relacionamento sem diminuir a liberdade do casal e o outro parceiro se sente querido e amado. O ciúme se torna patológico a partir do momento que traz sofrimentos aos parceiros envolvidos, como perda da liberdade, problemas na vida profissional e familiar. Segundo a psicóloga existem dois tipos de ciúme patológico:

1. Ciúme Obsessivo: A pessoa tem crítica, consegue perceber quando questionada que sua reação foi exagerada e muitas vezes consegue perceber que não houve motivos reais para o ciúme;

2. Ciúme Delirante: A crítica está prejudicada e o ciumento não consegue enxergar que o ciúme faz parte de um quadro delirante, fantasioso, mesmo quando questionado por terceiros.

Para lidar com esta emoção, os parceiros precisam ter conversas francas e sem "ataques verbais", onde os sentimentos de ambos possam ser aceitos e esclarecidos. É importante perceber quando o ciúme começa a ficar exagerado e manter uma boa comunicação com o parceiro.


"Geralmente o ciumento excessivo tem muitos pensamentos obsessivos (constantes), acerca da infidelidade do parceiro, sentimentos intensos como raiva, tristeza e ódio, assim como pode apresentar comportamentos extravagantes, como seguir o parceiro, cheirar roupas em busca de vestígios de relações sexuais, agredir fisicamente, inspecionar celulares e contas de cartão de crédito, entre outros", afirma a psicóloga.

Quando não conseguir controlar o ciúme excessivo, é importante buscar ajuda profissional. Existe tratamento psicoterapêutico, principalmente na abordagem cognitivo comportamental. O tratamento é realizado em sessões tanto individuais, quanto em grupos. "Durante as sessões, são trabalhadas questões como autoestima e segurança emocional", finaliza Andrea Lorena.

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