terça-feira, 29 de julho de 2014

Estrias ainda são um pesadelo para as mulheres

Ganho de peso, gravidez e fatores genéticos podem favorecer aparecimento das lesões. Cirurgiã plástica explica como as mulheres podem evitá-las e em quais casos a cirurgia é indicada

No quesito beleza, entre as maiores preocupações das mulheres estão as estrias. Boa parte sente-se incomodada com as listras que marcam a pele como uma cicatriz e comprometem o visual e a autoestima. Elas aparecem quando há maior distensão da pele, seja na fase de crescimento, durante a gravidez ou quando tem ganho de peso muito rápido. São mais comuns nas coxas, glúteos, no abdômen e nos seios. Homens também podem ter estrias, mas em menor número se comparado com as mulheres. Neles, estão ligadas à musculação excessiva, ganho de peso ou ao uso de anabolizantes.


De acordo com a Dra. Karina Gilio, cirurgiã plástica e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), as estrias estão relacionadas à qualidade da pele. "As estrias aparecem em fases da vida em que ocorre estiramento do tecido cutâneo. Fatores genéticos podem contribuir, mas isso não é determinante. Quem tem casos de estrias na família deve tomar cuidado desde jovem, evite engordar e emagrecer. Na gravidez é bom não ganhar muito peso. A raça não tem relação nenhuma. Cuide da sua pele, procure hidratá-la diariamente", aconselha a médica.

A prevenção ainda é o melhor modo de evitar as estrias. Para quem já tem, não faltam tratamentos para combatê-las. É importante lembrar que são lesões irreversíveis e, portanto, a pele não volta ao que era antes, sendo possível somente melhorar o aspecto das lesões, amenizá-las. "As estrias em certas regiões podem ser tratadas através de cirurgias, como as do abdômen e das mamas", diz a Dra. Karina Gilio. Dependendo da área tratada, há um período certo de recuperação pós-operatória, em média 15 dias de repouso. Nesse período e após ele, todo cuidado é pouco. "Se houver novo estiramento, as estrias podem voltar, por isso deve-se evitar as oscilações de peso", alerta a especialista. O ideal é que as mulheres que pensam em ter filhos só façam o procedimento após todas as gestações. "Uma nova gravidez pode trazer a perda do resultado. O melhor período para fazer a cirurgia é seis meses pós-parto", finaliza.


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