segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O culto extremo ao corpo pode levar a transtornos psiquiátricos

O final do ano está se aproximando e as pessoas começam a pensar nas férias, na praia e na piscina. Empenhados no "projeto verão", muitos iniciam dietas e as academias ficam mais cheias a cada dia. Mas até que ponto isso é bom?


"Atentar-se à dieta e praticar atividades física são indicados para a grande maioria das pessoas, mas devem ser realizadas com cautela e de forma adequada, de preferência, sob supervisão profissional", afirma a psiquiatra Ana Clara Floresi. O exagero na busca pelo corpo perfeito pode ocasionar no desenvolvimento de transtornos alimentares, como a anorexia nervosa e a bulimia nervosa, principalmente nas mulheres. Já de forma mais acentuada nos homens, pode-se associar ao aparecimento da vigorexia, um transtorno dismórfico corporal, caracterizado pela distorção da imagem que o indivíduo tem de si próprio e por uma preocupação obsessiva com o tamanho de sua musculatura.

De acordo com a psiquiatra, esses transtornos tendem a ser graves e as pessoas acometidas podem perceber quando os comportamentos adotados se tornam disfuncionais e patológicos. "Essas mulheres podem passar a evitar a alimentação e adotar comportamentos como exercícios aeróbicos compulsivos e práticas purgativas, para perderem ou não ganharem peso. Os homens vigoréxicos fazem o inverso, exageram na prática de musculação e muitos tomam anabolizantes, para atingirem extrema hipertrofia muscular", sinaliza a especialista.


Por isso, o combate à obesidade e a busca por um corpo saudável devem ser objetivados, desde que não se tornem uma 'doença'. "Diante de excessos comportamentais, faz-se importante a procura por um médico psiquiatra para avaliação criteriosa sobre a presença ou não de algum transtorno desta natureza", finaliza a psiquiatra.

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