quinta-feira, 7 de maio de 2015

Amor Patológico pode ser identificado como um novo transtorno psiquiátrico

Na vida, todos precisam de uma pitadinha de amor para ter mais harmonia e alegria. Quem nunca amou, um dia vai amar! Porém, se não tiver cuidado, o exagero e a obsessão podem transformar esse amor em algo ruim e patológico.

O amor patológico nada mais é do que um comportamento exagerado de prestar atenção e mostrar cuidados ao parceiro, de forma que o indivíduo perde o controle e passa a abandonar atividades do seu cotidiano anteriormente valorizadas para dedicar 100% do seu tempo dando atenção e cuidando do parceiro.


"O indivíduo que sofre com amor patológico tem comportamentos destinados aos cuidados do parceiro, algumas vezes o parceiro sente-se sufocado. A pessoa com amor patológico tenta controlar as atitudes do parceiro para que este volte todas as suas atenções e carinhos para ela. Porém, ao perceber que a recíproca não é a mesma, eles passam a sofrer e se sentir isolados e não amados", afirma a psicóloga clínica Andrea Lorena.

De acordo com a especialista, quando esse comportamento se torna intenso e repetitivo, acaba trazendo prejuízos na vida pessoal, profissional e social. Os sintomas do amor patológico podem ser descritos como:

- Abstinência quando o parceiro está física ou emocionalmente distante;

- Sensação de que está cuidando do parceiro mais do que deveria;

- Não consegue parar de prestar cuidados e atenção no parceiro;

- Abandono dos planos, atividades sociais, profissionais e pessoal;

- Gasta mais tempo do que gostaria controlando as atividades do parceiro.


O indivíduo que sofre do amor patológico deve buscar ajuda de especialistas para iniciar um tratamento na psicoterapia. "Nestes casos, a terapia individual é o tratamento mais indicado", finaliza a psicóloga.

Fonte: Andrea Lorena, psicóloga-clínica
Contato: alorena.costa@gmail.com

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